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Locus de controle

Ele(a) NÃO LEMBRA mais de mim!!!

São depoimentos frequentes na prática com cuidadores de pacientes com demência, seja qual for sua etiologia: ...meu pai me esqueceu... ...minha mãe só lembra de mim quando era jovem... ...só lembra dos meus filhos quando eram pequenos... ...chama pelos familiares que já morreram... ...procura a esposa falecida... ...tem MEDO de mim... Correção : ela NÃO te ESQUECEU!!! ela(e) lembra muito bem de ti... só não se lembra da data em que está vivendo... só não lembra que o tempo passou... só não sabe que tanto você quanto ela(e) envelheceram...  só não sabe que os netos cresceram... que a esposa(marido) e familiares faleceram... Só não te reconhece... por isso pode ter medo de sua presença... reapresente-se sempre que necessário... como uma pessoa amiga... contando-lhe sobre as suas qualidades... descrevendo as coisas boas que faz por ele(a) IMPORTANTE lembrar: o(a) paciente precisa concordar com o que seja bom (banhos normalmen...

Saudade dos que já se foram - III

Se o paciente não retém mais informações devido a falhas na memória de curto prazo, é infrutífero comunicar-lhe noticias tristes, como a morte de alguém.  Assim como ele não lembra se almoçou não se lembrará da informação da morte de alguém.  E um comunicado de falecimento sempre deve ser cuidadoso, pois trás sofrimento. Principalmente quando estamos falando de pessoas afetivamente muito importantes. Quando a pergunta por pessoas conhecidas que já morreram surgir, é melhor não confrontar e adiar qualquer pedido de encontro com a pessoa falecida.  Por exemplo, dizendo que vamos vê-la após o banho...ou jantar... A tendência, quando não há confronto do cuidador com a necessidade/desejo do paciente é de que este relaxe e acabe esquecendo...nem que seja por poucas horas. 

Quando o terapeuta não é Psicólogo - RISCOS !!!!!

Dando continuidade ao tema URGENTE sobre o uso do nome psicoterapia de forma indiscriminada, por profissionais cuja formação acadêmica NÃO passa pela formação em PSICOLOGIA ou PSIQUIATRIA, fico com a pergunta: Quais os RISCOS para quem procura um psicoterapeuta e não se certifica da formação acadêmica do mesmo?  Segue o link da postagem em que inicio a reflexão, para quem não leu: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=6144518556410783280#editor/target=post;postID=5479622125210910550;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=1;src=postname então... envolve RISCOS? Sim!!!! Quando a pessoa que procura ajuda não aparenta ter qualquer patologia psíquica ou desconhece ou recusa qualquer diagnóstico psiquiátrico, pode haver RISCO, sim.  É possível que se abra um quadro agudo em sessão, justamente pela falta de conhecimento técnico/científico do "terapeuta" em previsão e controle de variáveis na própria sessão. Um psicólogo ou psiquiatra reconhece sinais...

Seu psicoterapêuta é PSICÓLOGO?

Pode parecer absurda a questão que o título convoca, mas é  a mais pura manifestação da realidade. E acredito que cabe aos profissionais da área de saúde alertarem à população leiga sobre o assunto. Quantos de nós resistimos inicialmente à ideia de que precisamos de ajuda profissional para o gerenciamento emocional em determinadas fases da vida? Quantos de nós, após admitirmos para nós mesmos tal necessidade, não resistimos a admiti-la perante nossos pares, familiares, amigos mais íntimos ou conhecidos ? Quantos de nós, para admitirmos tal necessidade, precisamos vencer nossos próprios preconceitos e os preconceitos da sociedade com relação à terrível e estigmatizadora crença popular de que "Psi" é coisa para malucos. Afinal, eu não sou maluco...malucos são os outros... Enfim... ... a legislação brasileira anda a passos de cágado em direção a reconhecer a necessidade de que práticas que envolvam o psiquismo humano precisam ser administradas por profissionais esp...

Quem deixou meus pais envelhecerem? POR RUTH MANUS

Imperdível a leitura!!! Gratidão pelas palavras tão bem escritas pelas mãos de Ruth Manus O combinado não era eles serem jovens para sempre? Meus pais não são velhos. Quer dizer, velho é um conceito relativo. Aos olhos da minha avó são muito moços. Aos olhos dos amigos deles, são normais. Aos olhos das minhas sobrinhas, são muito velhos. Aos meus olhos, estão envelhecendo. Não sei se lentamente, se rápido demais ou se no tempo certo. Mas sempre me causando alguma estranheza. Lembro-me de quando minha mãe completou 60 anos. Aquele número me assustou. Os 59 não pareciam muito, mas os 60 pareciam um rolo compressor que se aproximava. Daqui uns anos ela fará seus 70 e eu espero não tomar um susto tão grande dessa vez. Afinal, são apenas números. Parece-me que a maior dificuldade é aprendermos a conciliar nosso espírito de filho adulto com o progressivo envelhecimento deles. Estávamos habituados à falsa ideia que reina no peito de toda criança de que eles eram invencíveis....

Depressão na velhice é diferente?

Sim!!! É uma nova fase de desenvolvimento na vida do ser humano, e como as demais que a antecederam, tem suas características e peculiaridades. Estudar e se aprofundar sobre a depressão na velhice faz toda a diferença no atendimento psicoterápico ao idoso. Algumas crenças comuns a maioria da população não idosa perpetuam algumas idéias preconcebidas e preconceituosas sobre a velhice e o envelhecer. Deprimidos envelhecem, e isso é fato.  O envelhecimento não cura depressão.  Adulto deprimido possivelmente se manterá deprimido na velhice. Porém, não deprimidos envelhecem, e podem vir a se deprimir por fatores associados às perdas naturais que a velhice saudável impõe.  Imagine se for um envelhecimento com patologias orgânicas...  Enfim, a senescência (envelhecimento não patológico) tem suas características, tal qual a adolescência.  Tempo de intensas mudanças corporais e psíquicas...                 ...